Preocupe-se apenas em querer muito o que existe do outro lado
e a ponte surgirá como um único passo
Entregue corpo e espírito,
deixe-os inteiramente disponíveis a realização de sues desejos.
Não se poupe!
Faça muito,
Queira muito,
Tenha muito!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Vi os meninos fincados a terra como raizes que procuram água na poeira
eu não podia roubar o calor debaixo de seus pés por mais que eu corresse, que ficasse.
Compartilhar a dor não me parecia suficiente, mas era um começo.
Nos olhos um frescor de quem acredita.
Se ao menos pudesse eternizar essa fé
ou se pelo menos tivesse o dom do esquecimento
Mas não! Eu não podia
Ter o dom do esquecimento equivale a perder o dom da experiência
(é ela que veste nossas almas e capacita nossos olhos)
eu quis acordar de vez
ou dormir pra sempre.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Signos atravessando a rua
Por que o Ariano atravessou a rua?
Certamente para bater boca com alguém que estava do outro lado.
Por que o Taurino atravessou a rua?
Porque encasquetou com a idéia.
Por que o Geminiano atravessou a rua?
Se nem ele sabe, como é que eu vou saber?
Por que o Canceriano atravessou a rua?
Porque estava se sentindo só e abandonado deste lado de cá.
Por que o Leonino atravessou a rua?
Para chamar a atenção, sair nos jornais, revistas, etc.
Por que o Virginiano atravessou a rua?
Ele ainda não atravessou porque está medindo a largura da rua, a velocidade dos carros; se essa experiência for válida, qual seria a melhor hora de atravessar essa rua, etc.
Por que o Libriano atravessou a rua?
Ele nem precisou atravessar. Alguém acabou oferecendo carona para ele.
Por que o Escorpiano atravessou a rua?
Porque era proibido.
Por que o Sagitariano atravessou a rua?
Porque a idéia pareceu manera e deu vontade.
Por que o Capricorniano atravessou a rua?
Porque foi pechinchar nas lojas do outro lado.
Por que o Aquariano atravessou a rua?
Porque isso faz parte de uma experiência que trará incontáveis avanços tecnológicos no futuro.
Por que o Pisciano atravessou a rua?
Rua?...Que rua? Ih... é ?
Certamente para bater boca com alguém que estava do outro lado.
Por que o Taurino atravessou a rua?
Porque encasquetou com a idéia.
Por que o Geminiano atravessou a rua?
Se nem ele sabe, como é que eu vou saber?
Por que o Canceriano atravessou a rua?
Porque estava se sentindo só e abandonado deste lado de cá.
Por que o Leonino atravessou a rua?
Para chamar a atenção, sair nos jornais, revistas, etc.
Por que o Virginiano atravessou a rua?
Ele ainda não atravessou porque está medindo a largura da rua, a velocidade dos carros; se essa experiência for válida, qual seria a melhor hora de atravessar essa rua, etc.
Por que o Libriano atravessou a rua?
Ele nem precisou atravessar. Alguém acabou oferecendo carona para ele.
Por que o Escorpiano atravessou a rua?
Porque era proibido.
Por que o Sagitariano atravessou a rua?
Porque a idéia pareceu manera e deu vontade.
Por que o Capricorniano atravessou a rua?
Porque foi pechinchar nas lojas do outro lado.
Por que o Aquariano atravessou a rua?
Porque isso faz parte de uma experiência que trará incontáveis avanços tecnológicos no futuro.
Por que o Pisciano atravessou a rua?
Rua?...Que rua? Ih... é ?
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Tava mesmo com saudade dos dias nublados
escuros,raivosos.
Todo aquele sol me deixou sem expectativa
o azul tomou conta até do que não viria
Tava mesmo com saudade de não precisar de ventilador pra sonhar melhor
gosto de cobertor fugindo sobre o corpo encolhido, abraçado
gosto da umidade nostálgica do cheiro da chuva.
escuros,raivosos.
Todo aquele sol me deixou sem expectativa
o azul tomou conta até do que não viria
Tava mesmo com saudade de não precisar de ventilador pra sonhar melhor
gosto de cobertor fugindo sobre o corpo encolhido, abraçado
gosto da umidade nostálgica do cheiro da chuva.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Veleu cada arrepio
Os tantos Kg despejados sobre o corpo
As lágrimas ao entrar na avenida
Os tantos e tantos ensaios
O peso de ser baiana do salgueiro é maior do que de qualquer fantasia
e o orgulho por ter conseguido o estandarte de ouro 2010 faz da nossa luta a nossa vitória.
Parabéns a todas nós, baianas da primeira academia, e a todos que torceram e nos ajudaram.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
''Uma Flor nasceu na rua'', amado
Crua sob um céu de espadas
acima de quem não honra a terra
Aquela que dá o alimento ao corpo para depois consumi-lo
não importa mais o tamanho da festa
as máscaras só escondem quem ainda não foi visto.
É tão bom falar de amor...
Mas o verão me racha os dedos,
seca a boca e deixa meu coração dilacerado
e eu continuo amando
(para deixar as palavras de lado)
Crua sob um céu de espadas
acima de quem não honra a terra
Aquela que dá o alimento ao corpo para depois consumi-lo
não importa mais o tamanho da festa
as máscaras só escondem quem ainda não foi visto.
É tão bom falar de amor...
Mas o verão me racha os dedos,
seca a boca e deixa meu coração dilacerado
e eu continuo amando
(para deixar as palavras de lado)
sábado, 13 de fevereiro de 2010
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável mas o sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
M-O>nO-B-l_O.C-o
me acordou no meio do caminho
''pra onde vc esta indo sem acreditar''
me empurrou pra um canto onde naum tinha chão
onde eu não precisava pisar
me invadiu
derreteu cada pedaço que não me servia
era como se eu não pudesse ser somente eu
queria ver todo mundo tomado pela mesma alegria
era como se tivesse fome de espalhar o que sentia
fui uma noite incrível.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Faz de conta
Faz de conta que ela era uma princesa azul pelo crepúsculo que viria, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que sangue escarlate não estava em silêncio branco escorrendo e que ela não estivesse pálida de morte, estava pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz-de-conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz-de-conta verde cintilante de olhos que vêem, faz de conta que ela amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de marinheiros que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua, faz de conta que ela fechasse os olhos e os seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos da gratidão mais límpida, faz de conta que tudo o que tinha não era de faz-de-conta, faz de conta que se descontraíra o peito e a luz dourada a guiava pela floresta de açudes e tranqüilidade, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando.
_Clarice Lispector_
_Clarice Lispector_
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
É o que eu lembro.
Piolho só cresce na cabeça de criança que tem maus pensamentos...Mas eu nem tinha tantos assim, me refiro aos pensamentos pq sobre os piolhos só não tinha mais pq meu bixinho de estimação era um macaquinho que comia um monte ( que nojo né? Pois é eu não tinha nojo nenhum)
Queria de novo aqueles caminhos estreitos onde largartinhas coloridas passeavam em cima das flores baixas que me acompanhavam até o rio que chamavamos de Pinga, lá tinha sapo, ninguém se incomodava, quando criança aprendemos a compartilhar os espaços. Ali bem pertinho do rio tinham bananeiras que geravam bananas roxas, tão roxas que nunca mais as vi. Queria aquelas noites profundas quando a lua clareava os telhados, o chão, os cabelos pretos de minha mãe, o chão, queria prender mais vaga-lumes nas caixas de fósforo e me juntar com os primos pra soltar tudo de uma vez. Sim, queria catar manga rosa, as mais bonitas e cheirosas do mundo. Andar na mata com fumo caso saci apareça, pisar com cuidado no chão para não dar de cara com uma surucucu e ficar fazendo barulho para chamar os micos, coisas que meu avô me ensinou, queria de novo me abaixar em meio ao cafezal só apra juntar um quilo de café e trocar por centavos. Subir no pé de goiaba e ir, ir e ir até a ponta mais alta,só apra elevar os pensamentos, me perguntaram o que há depois da serra. Será que o velho Doca já colocou alguma criança naquele saco? Será que ele fica trsite por termos medo dele "mãe eu não quero ter medo de ninguém!!!" Talvez ele não quisesse ser assustador.
Brincar com as primas de casinha em cima do pé de jaca sempre resultava em deruabar as panelinhas de todo mundo.Amarrar saco nas mãos para pegar tanajura era o que eu chamava de malandragem, comer a largatra branca que morava no buriti era quase um ritual para mim e papai. Tentava roubar o ovo da galinha só para ela me dar atenção e correr atras de mim. Bandida! Só não voava porque não queria. No finzinho da tarde tapava os ouvidos para não ouvir o barulho do porco griatndo quando os homens se juntavam para dar fim ao bichinho. Depois da chuva ia procurar olho d'água, procurar a lua no céu de dia "gente porque a lua vem na hora do sol e o sol nunca vem na hora da lua" Porque a Lua sente mais saudade e não consegue esperar a hora certa, "Mãe porque a gente tem de ir pro Rio de Janeiro? queria ir no rio do meu aniversário, o rio de Março. A gente pode levar o Leão junto ou lá não tem cachorro?" Quando dava 6 da manhã levantavamos quase que simultaneamente, um ouvindo o choro do outro por causa dos olhos grudados de tanta remela, dormiamos 12 horas por dia, não há olho que não grude, quando dava 6 horas da noite, era hora de se assear, nós crianças iamos dormir e nossas mães iam ver novela na casa sei lá de quem.
Sitio das Flores, GBN, Ceará... É o que eu lembro.
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