Não sei qual parte me cabe desse mundo
Mas só de estar nele já me sinto abençoada.
Obrigada a todos que fizeram de 2010 um ano incrível.
Quanta alegriaaaaaaaaa
em 2011 superação.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Organiza o Natal-Carlos Drummond de Andrade
Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive
E será Natal para sempre.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Last
Os útimos dias do ano são como os útimos passos até a chegada ao topo de uma grande montanha. Onde desejamos ver um dia nascer com todas as possibilidades para os nossos sonhos.
Aproveite sua caminhada!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Para ouvir nas férias- Bienal Zeca Baleiro
Bienal
Zeca Baleiro
Desmaterializando a obra de arte no fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta
Teu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
Caucado da revalorização da natureza morta
Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da gia
E muito mais feio que um hipopótamo insone"
Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno
Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana
Com a graça de Deus e Basquiat
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana
Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de pepsi e fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina
Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da siribrina
Desintegro o poder da bactéria
Com o clarão do raio da siribrina
Desintegro o poder da bactéria
Zeca Baleiro
Desmaterializando a obra de arte no fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta
Teu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
Caucado da revalorização da natureza morta
Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da gia
E muito mais feio que um hipopótamo insone"
Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno
Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana
Com a graça de Deus e Basquiat
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana
Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de pepsi e fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina
Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da siribrina
Desintegro o poder da bactéria
Com o clarão do raio da siribrina
Desintegro o poder da bactéria
sábado, 18 de dezembro de 2010
Bonita
''Não sei te dar a importância que vc tem
e de perto eu sempre me sinto muito sem graça
mas com uma graça de avermelhar as bochechas se te vejo de longe
e sem te ver eu fico pensando que deveria ter tido coragem de me amarrar na tua cintura.
Então já passou, fica só o pensamento.''
e de perto eu sempre me sinto muito sem graça
mas com uma graça de avermelhar as bochechas se te vejo de longe
e sem te ver eu fico pensando que deveria ter tido coragem de me amarrar na tua cintura.
Então já passou, fica só o pensamento.''
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Carlos Drummond de Andrade
Amor é privilégio de maduros
Estendidos na mais estreita cama,
Que se torna a mais larga e mais relvosa,
Roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
O prêmio subterrâneo e coruscante,
Leitura de relâmpago cifrado,
Que, decifrado, nada mais existe
Valendo a pena e o preço do terrestre,
Salvo o minuto de ouro no relógio
Minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
Depois de se arquivar toda a ciência
Herdada, ouvida. amor começa tarde.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Dez
O vento chega para espalhar a chama
As pedras caem no caminho para aprendermos a voar
O tempo passa pra amadurecer nossa cama
Nada mais consegue nos separar.
Enfim nus
Enfim nós
As pedras caem no caminho para aprendermos a voar
O tempo passa pra amadurecer nossa cama
Nada mais consegue nos separar.
Enfim nus
Enfim nós
Pré Janeiro
e gaste toda a que houver no seu corpo.
Saia de casa e corra pro mundo
Leia um bom livro aos pés da árvore mais alta que encontrar
Eleve os seus pensamentos
Convide alguém pra dançar
Ouça música
beba música
respire música
FAÇA música.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
FESTA DAS 30 LUAS DO TEAR
Dia 04 de dezembro, sábado
De 10h às 17h
Nos Jardins do Museu da República
Rua do Catete, 153 / Catete – Rio de Janeiro
Se chover o evento será adiado para dia 11/12
Entrada Franca
Para todas as idades
Apresentações artístico-culturais, oficinas de teatro, dança, música, literatura, artes plásticas, pés-de-livros, exibição de vídeos, confecção de brinquedos, jogos e brincadeiras, danças populares, exposição de fotografias e artes visuais, contação de histórias, lançamento de livros e muito mais.
Programação:
10h às 11h - Cia Carroça de Mamulengos
11h às 13h - Atividades lúdicas, artísticas e culturais
13h às 14h – Grupo ZANZAR
14h às 15h – Zé Zuca e Banda de Brinquedo
14h às 16h - Atividades lúdicas, artísticas e culturais
16h às 17h – Grupo OLÁ e Cia Cirandeira
Mais informações: TEAR
Rua Pereira Nunes, 138 / Tijuca - RJ / Tel: 21 3238 - 3690 / 2238 - 4927
www.institutotear.org.br / tear@institutotear.org.br
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