quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os homens não são iguais, os fetiches que são sempre os mesmos, e não para todos, deve haver algum que seja mais sofisticado e não sofista.É melhor acreditar que sim, uma bunda é muito pouco para abrir os olhos de quem  já consegue saber a diferença entre uma portal e um portal.
Uma tristeza entre os dedos dos pés
como se  não pudesse me sustentar
como se não tivesse sido feita pra andar.
Se a grandeza está assim tão longe por favor não me deixe vê-la.
Esse corpo que agora floresce tem uma alma que quer amadurecer.
Mas é tanta informação.
Tanta mentira que até de mim passei a desconfiar.
É esse desconforto que tem me feito querer acabar com tudo
e nunca mais ter que pedir pra alguém se explicar.
"As roupas que vestem de moral as intenções humanas nos tornam prisioneiros de uma realidade que nos poda, nos restringe e ameaça nossa sobrevivência. Poder enxergar-se nu, no entanto, é uma traição ao animal consciente que somos e difícil de se bancar".


Nilton Bonder

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Leonardo Boff*

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coronéis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituídas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um deficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construído com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.



*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.
Tive um sonho na boca



o mordi bem devagar


amarguei desgustando


o medo de não realizar


mas o sonho por si só


já é um bom motivo pra sonhar.

Excesso de bom humor ou falta de bom senso?







quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ALEGRE!

Tabacaria




''Fiz de mim o que não soube

E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.''


Fernando Pessoa

me achei em um mangá rsrs

Olha só perfil da estagiária rs

Com isso concluo que sou uma socialista  rsrsrsrs
dividir os lucros não está nos planos deles.


Elizabete Moreno


Seu Maior Talento: Integrador

Pessoas com este Talento desejam que tudo ocorra de maneira correta com as outras pessoas. Ela não pode entender que o mundo não seja igual para todas as pessoas. Todos deveriam fazer parte do grupo, todos deveriam ser devidamente apoiados, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, credo ou personalidade. Afinal, todos somos iguais. Este Talento estará voltando suas energias, que são muitas, para provar por todos os meios que as pessoas são o que há de mais importante na face da terra e que devemos ser justas com elas. Pela facilidade que possui dentro da área técnica ou especializada, na qual conhecimento, experiência e formação profissional são importantes fatores, poderá dedicar seus esforços na busca do que é certo para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos. Com os dados levantados e a capacidade de influenciar pessoas, de manter a reputação, transmitir boa impressão e comunicar idéias de maneira lógica e sistemática, poderá defender uma bandeira. Obsequiosa e cooperativa deve ser, também, aspectos determinantes deste talento.

domingo, 19 de setembro de 2010

Esta foto do americano Tom Lowe, 'Blazing Bristlecone', mostra a Via Láctea atrás de um pinheiro antigo. Ela foi a vencedora do concurso Astronomy Photographer of the Year 2010, do Observatório Real de Greenwich, na Grã-Bretanha. As fotos do concurso estão em exposição no observatório, em Londres, até fevereiro de 2011.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Temos nos habituado a pensar que a natureza é algo que está fora de nós. Por isso tantas pedras no caminho.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pausa para o café!

Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars?
I could really use a wish right now, a wish right now, a wish right now-
Nos sonhos não sei me defender
Por isso, neles, tenho sido mais feliz

 Perdão sem esquecimento
é só uma vontade muito grande de esquecer.


Falei tanto
que perdi a cor
me desmenti no fim das contas
desentendi todas as coisas
e bem no meio ficou o branco
Falei tanto que fiquei zonza de mim mesma
 quis rasgar todos os verbos
pra nunca mais ter que me ouvir
(desenterrei a culpa no silêncio)

Papel


E tudo que eu pensei

e tudo que eu falei
e tudo que me contaram
era papel.
E tudo que descobri
amei
detestei:
papel
Papel quanto havia em mim
e nos outros, papel
de jornal
de parede
de embrulho
papel de papel
papelão.



In As Impurezas do Branco, 1973

hora de Cecília Meireles

(...) E chega um momento onde parece que só existe isso ou aquilo.
É nessa hora que a maturidade tem que aparecer para desvelar o meio termo,
para desmistificar os extremos.

domingo, 5 de setembro de 2010




Estranhei o excesso de gentileza meu senhor.

-Por que?

Os excessos me confundem

-É tão ruim assim ficar confusa?

É que eu não sei se toda essa reverência é uma realidade interna ou externa.

-E qual a diferença?

Se for interna é uma necessidade sua, por tanto eu não mereço.

-Todo mundo merece gentileza

Para algumas pessoas a sinceridade pode ser a maior delas.


Há no amor total uma sinceridade que não dispenso
-Chego a precisar-

Negrinha

'' Ôh Negrinha deixa  teus zóio florecer a lua que toda carne é pouca pro tamanho da tua alma.''

Uma felicidade assim
fora de tudo
dentro de mim
que dispensa tempo
espaço
medida.
Só sabe cantar.

Ah se agente soubesse...
Não se perderia tanto por tão pouco.
Não existe amor total  sem amor próprio.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010